O velho é sempre o outro. Será?

Atualizado: 21 de jul.


Muito se fala sobre o preconceito contra as pessoas mais velhas – o famoso etarismo, ou idadismo, para alguns estudiosos. Mas de que maneira nós, que já estamos na casa dos 50 anos ajudamos a reforçar este preconceito?


Estereótipos negativos


Muitos são os estereótipos negativos relacionados à velhice internalizados por nós, ao longo de nossas vidas. Alguns nos acompanham desde que somos crianças. Quem aí não foi apresentado, em nossas estórias infantis, aos velhos ranzinzas e avarentos ou às bruxas más, que sempre queriam destruir a beleza da jovem princesa ou prender na gaiola crianças fujonas da floresta?


Idadismo implícito


Sem perceber, vamos ao longo de nossas vidas, introjetando estes estereótipos relacionados à velhice. Mas o curioso, é que eles aparecem tanto no discurso dos mais jovens quanto nos nossos, os mais velhos. Reforçamos este tipo de pensamento negativo em relação ao envelhecimento todo o tempo. Valorizando somente a juventude, no que é chamado de “idadismo implícito”. Quer ver um exemplo? Quem nunca falou a frase – “Ah, mas eu não me sinto uma velha/velho!”

Inconsciente coletivo

Mas existe um padrão de velho a ser seguido ou “sentido”? Claro que não! A velhice é diversa; singular. Este padrão de velho que ainda carregamos hoje em dia, faz parte do famoso inconsciente coletivo, que é formado ao longo de muitos anos. Neste caso, através de uma visão pessimista do processo do envelhecimento. Onde ser velho é estar associado somente a perdas e morte.


Modelos mentais


Esse conceito de velhice não cabe mais! Temos diante de nós vários avanços das ciências, especialmente os relacionados à medicina e tecnologia, que nos mostram, que não faz sentido que permaneçamos presos a modelos mentais, onde envelhecer é sinônimo de final da linha. Estamos vivendo mais e com a possibilidade real de vivermos lúcidos, produtivos e cheios de energia.


Somos desafiados à medida em que envelhecemos, a lidar com as questões biológicas, mas envelhecer é um bem vital não apenas para os que envelhecem, mas também para toda a sociedade. E isso não é negar a velhice, pelo contrário, é entender que envelhecer faz parte do nosso processo de viver.


Podemos acreditar que ao mostrar que estamos envelhecendo diferente de nossos pais, estamos deixando um legado positivo para as próximas gerações?




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